Há um capítulo oculto na história da classe trabalhadora britânica. Você não o aprenderá na escola nem o verá na mídia, mas ele destrói o estereótipo de trabalhadores britânicos conservadores que são avessos à luta de classes.
Há um século, em 1926, a classe trabalhadora britânica realizou uma greve geral que atingiu proporções revolucionárias, ameaçando os alicerces da sociedade capitalista.
Foi um produto da mudança de lugar do imperialismo britânico no mundo e provou na prática o poder da classe trabalhadora.
Expôs a força bruta do estado ‘democrático’ britânico, a relação entre os trabalhadores britânicos e seus sindicatos, e a traição dos chamados líderes da classe trabalhadora britânica, que levaram a greve ao fracasso.
O jovem Partido Comunista da Grã-Bretanha tentou se conectar com a greve, mas foi mal dirigido e desorientado por Zinoviev e Stalin em Moscou, cujos métodos burocráticos destruiriam mais tarde a Internacional Comunista.
A história da Greve Geral Britânica nos inspira. Mas, mais do que isso, ela nos ensina lições importantes sobre a luta de classes que travamos hoje – desta vez para a vitória.
Lista de leitura
Livros
- Ben Gliniecki – “Uma História Comunista da Greve Geral Britânica”
- Leon Trotsky – “Para Onde Vai a Grã-Bretanha?”
- Rob Sewell – “Pela Causa dos Trabalhadores – Uma História do Sindicalismo Britânico”
Artigos
- James Kilby – “90 anos desde a Greve Geral: As lições para hoje”
- Ben Gliniecki – “Grã-Bretanha: comunistas, sindicatos e o Comitê Anglo-Russo”
- Leon Trotsky – “Escritos sobre a Grã-Bretanha” (Notas sobre a situação na Grã-Bretanha, 1925-1926)
